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Mais de 20 mil toneladas de resíduos já foram retiradas dos bota-foras das enchentes em Ubá

Lixão de resíduos da enchente em Ubá, Foto: Washington Alves | Light Press
Lixão de resíduos da enchente em Ubá, Foto: Washington Alves | Light Press

Nova ferramenta de acompanhamento das obras e ações de reconstrução disponibilizada pela Prefeitura de Ubá mostra que dois dos três bota-foras temporários criados para receber os resíduos gerados pela enchente histórica de 24 de fevereiro já tiveram os serviços de remoção concluídos. As áreas localizadas em frente ao Fórum e na região do Peixoto Filho foram desmobilizadas, enquanto o Horto Florestal será o último ponto a passar pelo processo de limpeza.

Os chamados bota-foras foram implantados durante a fase emergencial da tragédia para concentrar o grande volume de materiais retirados das ruas, residências, comércios e áreas públicas atingidas pela inundação. Entre os resíduos acumulados estão móveis danificados, eletrodomésticos, restos de construção, lama, vegetação e outros materiais recolhidos durante as operações de limpeza da cidade.

De acordo com os dados disponíveis no painel, o bota-fora localizado na Avenida Senador Levindo Coelho, em frente ao Fórum, teve os trabalhos concluídos em 8 de maio. No local, foram retiradas mais de 13 mil toneladas de resíduos, volume equivalente a cerca de 335 carretas carregadas.

Já a área utilizada na região do Peixoto Filho, às margens do anel viário, teve a operação encerrada em 22 de maio. Segundo a plataforma, mais de 7 mil toneladas de materiais foram removidas do local.

Com a conclusão dessas duas etapas, resta apenas a desmobilização do bota-fora instalado no Horto Florestal. A Prefeitura informa que os serviços devem começar nos próximos dias. A expectativa é que, ao final da operação, mais de 25 mil toneladas de resíduos tenham recebido destinação adequada.

Destino dos resíduos

Após serem carregados nos bota-foras, os materiais são transportados para a Central de Tratamento de Resíduos Bituruna, localizada no município de Piedade de Ponte Nova.

Segundo a Prefeitura, a unidade é responsável pela destinação ambientalmente adequada dos resíduos. O procedimento busca evitar que o material recolhido durante a enchente seja descartado irregularmente ou permaneça armazenado por longos períodos em áreas urbanas, reduzindo riscos de contaminação ambiental, proliferação de vetores e degradação da paisagem urbana.

A remoção dos resíduos é considerada uma das etapas finais da resposta emergencial ao desastre. Embora a limpeza das áreas afetadas tenha começado ainda nos dias seguintes à enchente, a destinação definitiva do enorme volume de material acumulado exigiu a criação dos pontos temporários de transbordo e a contratação de uma operação específica para transporte e tratamento.

Contrato de quase R$ 5 milhões

Os dados da ferramenta de monitoramento apontam que a operação é executada pela empresa União Recicláveis Rio Novo Ltda., contratada pela Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente.

O contrato possui valor de R$ 4.940.715,60 e é custeado integralmente com recursos federais. O repasse foi autorizado pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil por meio da Portaria nº 997, de 24 de março de 2026, após aprovação do plano apresentado pelo município para a destinação dos resíduos gerados pela enchente.

Ainda segundo o painel, os serviços tiveram início em 17 de abril e possuem prazo de execução até 21 de setembro deste ano.

Ferramenta permite acompanhar obras e ações da reconstrução

As informações sobre a operação estão disponíveis na plataforma criada pela Prefeitura de Ubá para acompanhamento das obras e ações relacionadas à reconstrução da cidade após as enchentes de fevereiro.

Além da destinação dos resíduos, o sistema reúne dados sobre intervenções em andamento, recursos empregados, empresas contratadas, prazos de execução e fontes de financiamento. A iniciativa permite que moradores acompanhem o andamento dos projetos financiados com recursos municipais, estaduais e federais destinados à recuperação das áreas atingidas pelo desastre.

A enchente de 24 de fevereiro foi a maior já registrada na história recente de Ubá, provocando alagamentos em diversos bairros, danos à infraestrutura urbana e prejuízos a milhares de moradores e comerciantes. Quase quatro meses depois da tragédia, a retirada e destinação final dos resíduos ainda representa uma das principais frentes da recuperação do município.

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