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JF capta R$ 217 milhões para obras de contenção de encostas e de prevenção contra novos desastres

Deslizamento provocado pela chuva em Juiz de Fora. Foto Corpo de Bombeiros/MG
Deslizamento provocado pela chuva em Juiz de Fora. Foto Corpo de Bombeiros/MG

A reconstrução de Juiz de Fora terá um reforço de R$ 217,2 milhões. Os recursos foram captados junto ao governo federal para executar obras de contenção de encostas e recuperação de áreas que continuam vulneráveis aos deslizamentos.

A enchente de fevereiro deixou 65 mortos em Juiz de Fora e expôs a vulnerabilidade de áreas ocupadas em encostas, margens de córregos e vias estratégicas do município. Com o novo pacote de investimentos, a reconstrução entra em uma fase voltada não apenas à recuperação dos danos provocados pelo desastre, mas também à redução dos riscos para eventos futuros.

Os recursos, garantidos por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Calamidade, serão destinados a oito frentes de intervenção: Morro do Cristo, Curva da Miséria e áreas dos bairros Parque Burnier, Jardim Natal, Três Moinhos, Bom Clima, Cerâmica e Tiguera. São locais que sofreram com deslizamentos, erosões e instabilidade do terreno durante o desastre e onde parte da população ainda convive com os reflexos da tragédia.

As intervenções incluem contenção de encostas, estabilização de taludes, recuperação de áreas degradadas e obras para reduzir o risco de novos deslizamentos. A expectativa é que esses investimentos aumentem a segurança de moradores, permitam a recuperação de vias afetadas e diminuam a vulnerabilidade da cidade diante de futuros eventos climáticos extremos.

A assinatura do termo de compromisso com o Governo Federal assegura a destinação dos recursos para as intervenções. Antes do início das obras, porém, ainda serão necessárias etapas como licitação, contratação das empresas e emissão das ordens de serviço, informou a prefeitura.

Oito áreas consideradas prioritárias

Entre os locais contemplados estão dois dos pontos que se tornaram símbolos da enchente: o Morro do Cristo, onde os deslizamentos deixaram marcas na encosta, e a Curva da Miséria, na Avenida Olavo Bilac, cuja interdição afetou uma das principais ligações viárias da cidade.

Também receberão obras os bairros Parque Burnier, Jardim Natal, Três Moinhos, Bom Clima, Cerâmica e Tiguera. Em comum, essas regiões apresentam áreas de risco que exigem intervenções estruturais para reduzir a possibilidade de novos deslizamentos e garantir mais segurança aos moradores.

Gentil Forn ainda aguarda aprovação

Além das oito intervenções já contempladas, a Prefeitura apresentou ao Ministério das Cidades um projeto para obras de contenção na Estrada Engenheiro Gentil Forn, um dos principais acessos à Cidade Alta.

A intervenção está estimada em aproximadamente R$ 91 milhões, mas os recursos ainda não foram liberados. A proposta depende da análise do ministério e da aprovação de um projeto de lei pela Câmara Municipal.

Enquanto isso, a via continua entre os principais desafios da reconstrução da mobilidade urbana, já que sua interdição alterou o deslocamento de milhares de moradores.

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