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Estado assume reconstrução da Cristiano Roças, e obras começam na próxima semana, diz prefeitura

Avenida Cristiano Roças após chuvas destruírem ponte e imóveis. Foto Washington Alves/Light Press
Avenida Cristiano Roças após chuvas destruírem ponte e imóveis. Foto Washington Alves/Light Press

Após impasse na aprovação do projeto de reconstrução da ponte Major Filgueira, na avenida Cristiano Roças, a Prefeitura de Ubá e o governo de Minas chegaram a um acordo, e a obra será executada pelo Estado, por meio da Seinfra (Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias). 

Segundo o coordenador da Defesa Civil de Ubá, Anderson Almeida, a retirada dos entulhos do local começa na próxima semana. 

Não se quanto tempo esse etapa deve durar, também a cargo da Seinfra. Perguntamos ao governo de Minas sobre prazo e previsão de início da reconstrução da ponte. Assim que houver retorno, publicaremos a resposta.

“Inicialmente o Governo Estadual havia se comprometido em realizar a obra, mas devido ao atraso, novas tratativas foram realizadas com a intervenção direta do prefeito, professor José Damato, e as obras serão realizadas pelo Estado através do Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias-Seinfra”, informou a assessoria de comunicação da prefeitura. 

Devido ao comprometimento das estruturas dos imóveis do local, especialmente o prédio da empresa Minas Rio, a prefeitura informou que a “parte frontal do imóvel está condenada e a parte posterior, o proprietário ficou responsável em realizar escoras”. O prazo para este escoramento é a próxima terça-feira, 8 de setembro. Caso não seja feito, há risco de desabamento com as intervenções para retirada dos escombros. 

“A parte da frente já está condenada, e pode cair, sim, no inicio da remoção da ponte”, informou a prefeitura.

Relembre

Dos cerca de R$ 48 milhões anunciados pelo Governo de Minas para a reconstrução de quatro pontes destruídas pelas enchentes em Ubá, R$ 14,9 milhões foram liberados até o momento, pouco mais de seis meses após a maior enchente enfrentada pelo município em seus 169 anos. Os recursos serão destinados à reconstrução da Ponte da Fazendinha, única das quatro intervenções que já conta com convênio assinado.

Segundo informações enviadas pelo Governo de Minas ao Portal Reconstruções, uma primeira parcela, no valor de R$ 4.477.456,36, já foi depositada no caixa da Prefeitura de Ubá. O convênio entre o Estado e o município foi assinado em 1º de julho.

No dia 26 de junho, o Executivo municipal informou que, por causa das condições do imóvel da Minas Rio, na Cristiano Roças, e dos riscos de desabamento, o projeto de reconstrução da ponte destruída pelas enchentes de fevereiro ainda não havia sido aprovado pelo Governo do Estado.

Segundo o prefeito José Damatto informou em entrevistas a veículos de comunicação de Ubá, a previsão era de que o contrato para essa obra fosse assinado no dia 1º de julho, mas isso não se confirmou.

Na época, a Prefeitura de Ubá informou que, após realizar nova vistoria no imóvel onde funcionava a Minas Rio, determinou a interdição total da passagem de pedestres sobre a Ponte Major Siqueira no trecho em frente ao imóvel, mantendo igualmente a proibição da circulação de veículos no local. Os técnicos constataram “agravamento do quadro”, após relatos de estalos e ruídos provenientes da estrutura.

Em nota enviada à imprensa, o Executivo municipal esclarece que a vistoria identificou o agravamento significativo das condições estruturais da edificação. “Os técnicos verificaram aumento de trincas, fissuras e rachaduras, exposição e deformação das armaduras de pilares, comprometimento das fundações e ampliação dos danos já registrados anteriormente. O laudo conclui que existe risco concreto e iminente de desmoronamento da fachada em direção à ponte já colapsada”.

A situação, segundo a prefeitura, também afeta imóveis vizinhos, onde já foram constatados danos estruturais relacionados à movimentação da edificação atingida pela enchente, exigindo inclusive medidas de escoramento e interdição preventiva.

Desde o desastre, a Defesa Civil realizou diversas vistorias técnicas, monitoramentos e avaliações estruturais no local. Ainda em março, após a constatação de graves danos causados pela força das águas, o imóvel foi totalmente interditado devido ao comprometimento de sua estabilidade e ao risco de colapso da estrutura.

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