A Secretaria Municipal de Agricultura e Ambiente de Ubá atualizou as informações sobre as ações de recuperação no Parque Municipal da Serra da Moega, que teve uma área superior a 5 hectares, o equivalente a mais de sete campos de futebol, destruída pelos deslizamentos de 24 de fevereiro.
O Parque Municipal da Serra da Moega possui 65 hectares de mata nativa preservada e abriga a nascente do Ribeirão Ubá, desempenhando papel fundamental na conservação da biodiversidade local.
De acordo com comunicado da Prefeitura de Ubá, o município adotou uma estratégia técnica integrada, voltada à restauração do ecossistema e à proteção dos recursos naturais.
Medidas já executadas, segundo a prefeitura de Ubá
- Mapeamento com drones: em parceria com a Vale S.A., foram realizados voos para o levantamento detalhado das áreas atingidas, permitindo a identificação precisa dos pontos críticos e o direcionamento das ações de recuperação;
- Monitoramento da qualidade da água: foi iniciado o acompanhamento contínuo dos cursos d’água da região, com análises técnicas que visam avaliar e amenizar possíveis impactos decorrentes dos deslizamentos;
- Parceria com o Instituto Estadual de Florestas (IEF): o instituto disponibilizou imagens de satélite atualizadas e realizou visita técnica com analistas ambientais, contribuindo para a apuração mais precisa dos danos e para a elaboração do Plano de Recuperação Ambiental.
- As iniciativas integram a fase inicial de um plano mais amplo de restauração, que contempla ações como a estabilização do solo, a recomposição da cobertura vegetal e o monitoramento da regeneração natural e assistida da área. O objetivo é acelerar a recuperação do Parque Municipal da Serra da Moega, garantindo a preservação desse importante patrimônio natural e refúgio da biodiversidade local.
Imagem mostra “cicatriz” de escorregamento em encosta

Segundo a Coordenadoria da Defesa Civil de Ubá, o deslizamento foi provocado pelo grande volume de chuva registrado entre a madrugada dos dias 23 e 24 de fevereiro. A intensidade da precipitação levou à saturação do solo, resultando na perda de estabilidade da encosta e no deslocamento de grandes volumes de terra e vegetação.
Ainda de acordo com o órgão, boa parte desse material foi arrastada para o leito do rio, contribuindo diretamente para o assoreamento e afetando a operação da estação de captação de água localizada na região do Alto do Miragaia. A estação já foi recuperada, e, agora, as ações são para recuperação da vegetação.



