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Cinco anos depois: sob risco de desabar, serra de Santa Bárbara do Tugúrio, enfim, será recuperada

Km 22 da MG-448 em Santa Bárbara do Tugúrio. Foto: Reprodução de vídeo
Km 22 da MG-448 em Santa Bárbara do Tugúrio. Foto: Reprodução de vídeo

A perigosa Serra do Sapateiro, em Santa Bárbara do Tugúrio, passará por obras de recuperação que devem começar “ainda” este ano, segundo informou o Governo de Minas ao Portal Reconstruções. Em estado crítico pelo menos desde 2021, o trecho localizado no km 22 da MG-448, uma curva sinuosa, tem longo histórico de deterioração de suas condições em função de repetidas enchentes e ausência de intervenções para sua manutenção. 

A MG-448, com 27 km de extensão, é o principal corredor de acesso da Zona da Mata e do Campo das Vertentes à BR-040, em Minas Gerais, artéria que liga as regiões mineiras da Zona da Mata e do Campo das Vertentes à capital, Belo Horizonte, e ao Estado do Rio de Janeiro e Centro-Oeste do país.

“Caso esse trecho venha a sofrer novo agravamento, toda a mobilidade regional será comprometida, afetando diretamente diversos municípios, produtores rurais, trabalhadores e usuários da MG-448”, disse ao Portal Reconstruções o prefeito de Santa Bárbara do Tugúrio, José Antônio Alves Donato, o “Donatinho”. Ele também é vice-presidente de Promoção dos Pequenos e Médios Municípios da Associação Brasileira de Municípios (ABM).

A notícia da inclusão do trecho da Serra do Sapateiro nos investimentos previstos pelo DER na região é “maravilhosa”, segundo o prefeito, que vem travando uma verdadeira batalha pela recuperação da rodovia desde 2021, em seu primeiro mandato, quando fortes chuvas levaram ao desabamento de parte da estrada, deixando o tráfego em meia via, e agravaram a situação de toda a MG-448. 

“A maior preocupação dos moradores, transportadores, produtores rurais e gestores públicos da região continua sendo a Serra de Santa Bárbara do Tugúrio, trecho apresenta graves problemas estruturais, operando com restrições e exigindo atenção permanente do DER-MG”.

Donatinho reforça que, se a via desabar, não adianta mexer em outros trechos. “Cidades inteiras ficarão isoladas e outras para acesso terão que desviar, aumentando muito os quilômetros a serrem percorridos”, acrescentou.

Como será a recuperação da MG-448

Quesitonado por que a obra está demorando tanto, o governo de MInas, em nota, informou apenas que “a recuperação do segmento onde foi registrada instabilidade de talude na Serra de Santa Bárbara do Tugúrio está contemplada no contrato das obras de melhoramento e pavimentação da MG-448, no trecho entre o entroncamento da MGC-265/MG-452, em Paiva, e o entroncamento da BR-040, com extensão total de 27,9 quilômetros”.

A licitação foi finalizada e o contrato, ainda de acordo com o Estado, encontra-se em fase de homologação. Após essa etapa, deverá ser emitida a ordem de início dos serviços. A previsão do DER-MG é que as obras comecem ainda em 2026.

A solução de engenharia prevista para o ponto crítico da serra é a implantação de uma cortina atirantada, estrutura usada para estabilizar taludes em áreas de risco. Na prática, a técnica combina uma parede de contenção com tirantes ancorados em camadas mais profundas do solo ou da rocha, com o objetivo de conter o avanço do terreno e garantir mais segurança à rodovia.

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