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Ubá começa a instalar rede com 9 estações para monitorar chuvas e nível dos rios em tempo real

Instalação dos equipamentos começou dia 29 na Beira Rio. Foto PMU
Instalação dos equipamentos começou dia 29 na Beira Rio. Foto PMU

Sistema terá nove estações em sete pontos da cidade, câmeras, central da Defesa Civil e plataforma com acesso público aos dados

Ubá começou a instalar uma rede permanente de equipamentos para acompanhar chuvas, nível dos cursos d’água e condições meteorológicas em diferentes regiões do município. O Sistema Integrado de Monitoramento Ambiental (SIMA) terá nove estações distribuídas por sete pontos da cidade, além de uma sala de monitoramento da Defesa Civil e uma plataforma que permitirá à população consultar os dados em tempo real.

A primeira instalação começou na terça-feira (29), na ponte da Rua São José, no Centro, onde estão sendo implantadas uma estação hidrológica e uma câmera de videomonitoramento.

A estrutura ganha importância em uma cidade que ainda se recupera da enchente de fevereiro. A proposta é que as equipes municipais consigam acompanhar a evolução das chuvas e o comportamento dos cursos d’água a partir de informações coletadas continuamente, auxiliando na avaliação de situações de risco e na tomada de decisões.

Sete pontos serão monitorados

A rede terá equipamentos no Ubari, na Rodovia Ubá–Divinésia, Barrinha, Miragaia, Centro, bairro Primavera e Jardim Manacás.

Ubari e a Rodovia Ubá–Divinésia receberão estações meteorológicas. Barrinha terá uma estação hidrológica. Miragaia e Centro terão, cada um, uma estação hidrológica e uma estação de videomonitoramento. Primavera e Jardim Manacás receberão estações pluviométricas.

As funções variam de acordo com o equipamento. As estações hidrológicas possuem sensores para medir o nível da água, pluviômetros e transmissão de dados. As pluviométricas registram o volume de chuva.

Já as estações meteorológicas permitirão acompanhar precipitação, temperatura, umidade do ar, pressão atmosférica, radiação solar e velocidade e direção dos ventos.

Em Miragaia e no Centro, as câmeras acrescentarão uma informação visual aos dados coletados pelos sensores. Assim, em uma situação de chuva forte, por exemplo, será possível acompanhar remotamente as condições do local monitorado.

Defesa Civil terá central de monitoramento

As informações das nove estações serão concentradas em uma nova Sala de Monitoramento da Defesa Civil de Ubá.

A estrutura terá quatro monitores 4K de 70 polegadas, computador e sistema de gerenciamento de sinalização digital. A sala será integrada à plataforma responsável por reunir os dados enviados pelas estações espalhadas pelo município.

O sistema contratado também prevê recursos de Inteligência Artificial para previsões e medições hidrológicas. A contratação inclui ainda consultoria especializada em hidrologia e meteorologia e possibilidade de integração do sistema com plataformas de envio de mensagens de alerta.

Moradores poderão acompanhar os dados

A rede não será restrita à Defesa Civil. Os dados produzidos pelas estações deverão ficar disponíveis em tempo real para a população por meio da plataforma EspiAí.

Com isso, moradores poderão consultar informações ambientais registradas nos pontos monitorados. A ferramenta acrescenta uma nova possibilidade à comunicação de risco: além dos alertas emitidos pelos órgãos públicos, a população poderá acompanhar diretamente os dados coletados pelos equipamentos.

Ao longo do tempo, o sistema também deverá formar uma base histórica de informações sobre chuvas, níveis dos cursos d’água e condições meteorológicas. Esses registros poderão ser utilizados em estudos, identificação de áreas vulneráveis e planejamento de intervenções para redução de riscos.

Sistema custa R$ 417 mil por ano

A implantação é realizada pela Asthon Tecnologia Ltda., contratada pelo Município por meio do Contrato nº 135/2026, por adesão a uma ata de registro de preços do Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Microrregião do Alto do Sapucaí (CIMASP).

O valor anual é de R$ 417.022,56.

O contrato inclui fornecimento, instalação, configuração e manutenção dos equipamentos, infraestrutura de transmissão de dados, plataforma de software, sala de monitoramento e serviços técnicos especializados.

Além de colocar os equipamentos em funcionamento, a empresa deverá prestar serviços de consultoria hidrológica e meteorológica e poderá desenvolver novas interfaces públicas e integrações com sistemas de envio de alertas, de acordo com as demandas do município.

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