A Prefeitura de Ubá informou que, após realizar nova vistoria no imóvel onde funcionava a Minas Rio, na avenida Cristiano Roças, determinou a interdição total da passagem de pedestres sobre a Ponte Major Siqueira no trecho em frente ao imóvel, mantendo igualmente a proibição da circulação de veículos no local. Os técnicos constataram “agravamento do quadro”, após relatos de estalos e ruídos provenientes da estrutura.
Em nota enviada à imprensa, o Executivo municipal esclarece que a vistoria identificou o agravamento significativo das condições estruturais da edificação. “Os técnicos verificaram aumento de trincas, fissuras e rachaduras, exposição e deformação das armaduras de pilares, comprometimento das fundações e ampliação dos danos já registrados anteriormente. O laudo conclui que existe risco concreto e iminente de desmoronamento da fachada em direção à ponte já colapsada”.
A situação, segundo a prefeitura, também afeta imóveis vizinhos, onde já foram constatados danos estruturais relacionados à movimentação da edificação atingida pela enchente, exigindo inclusive medidas de escoramento e interdição preventiva.
Desde o desastre, a Defesa Civil realizou diversas vistorias técnicas, monitoramentos e avaliações estruturais no local. Ainda em março, após a constatação de graves danos causados pela força das águas, o imóvel foi totalmente interditado devido ao comprometimento de sua estabilidade e ao risco de colapso da estrutura.
“Na ocasião, os proprietários foram formalmente notificados sobre a necessidade de apresentar laudo técnico elaborado por profissional habilitado que indicasse a viabilidade de recuperação da edificação ou, alternativamente, um plano para sua demolição controlada. Também foi sugerida a busca de entendimento junto ao Município para viabilizar a remoção da estrutura da ponte colapsada existente ao lado do imóvel, medida considerada fundamental para a recuperação da área”, diz a nota da prefeitura.
O comunicado afirma ainda que, passados mais de 90 dias da emissão do primeiro laudo, a Defesa Civil constatou que nenhuma intervenção estrutural foi realizada no imóvel e que não houve apresentação de estudos técnicos, cronograma de recuperação ou plano de demolição pelos proprietários.
“O relatório técnico aponta ainda que um eventual desmoronamento da edificação sobre a ponte poderá provocar o colapso completo da estrutura já danificada, ocasionando a obstrução do leito do Ribeirão Ubá. Em um cenário extremo, essa situação poderia aumentar significativamente o risco de novas inundações na área central do município”.
Com o agravamento da situação, a Defesa Civil recomenda a adoção de medidas urgentes para a demolição controlada das partes estruturalmente instáveis do imóvel, mediante a elaboração de plano técnico específico e acompanhamento de profissionais habilitados. A medida é considerada necessária para eliminar os riscos à população e permitir que o Município avance nas ações de remoção da ponte colapsada e recuperação da área afetada.
A Prefeitura de Ubá reafirma seu compromisso com a segurança da população e destaca que todas as decisões vêm sendo tomadas com base em critérios técnicos, priorizando a preservação da vida, a prevenção de novos desastres e a recuperação definitiva de uma das áreas mais impactadas pela enchente histórica de fevereiro.
Situação atrasa repasse para reconstrução
Por causa das condições do imóvel e dos riscos de desabamento, o projeto de reconstrução da ponte destruída pelas enchentes de fevereiro ainda não foi aprovado pelo Governo do Estado, que prometeu repassar R$ 48 milhões para esta obra e de outras três pontes destruídas pelo desastre climático. Por essa razão, a via segue do mesmo jeito quatro meses depois da ocorrência.
Segundo o prefeito José Damatto informou em entrevistas a veículos de comunicação de Ubá, a previsão é que o contrato para essa obra seja, enfim, assinado no próximo dia 1º de julho.



