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Mudanças Climáticas

Reconstrução do RS exige nova forma de pensar a infraestrutura pública, diz Leite

Enchentes RS

Durante participação no painel internacional InfraLeaders 2026, realizado esta semana em Washington, nos Estados Unidos, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite apresentou a estratégia gaúcha de reconstrução resiliente após as enchentes de 2024 e destacou que o momento exige uma nova forma de pensar a infraestrutura pública. A experiência do Estado pode servir como referência para municípios mineiros como Ubá, que também convivem com desafios ligados a eventos climáticos extremos, enchentes urbanas e vulnerabilidades estruturais.

Segundo o governador, o desastre climático que atingiu o Rio Grande do Sul mudou definitivamente a lógica do planejamento público. A partir da criação do Plano Rio Grande, o Estado passou a adotar a resiliência climática como eixo central das obras, dos financiamentos e da operação de projetos de infraestrutura.

“Não basta reconstruir como era antes. Precisamos reconstruir melhor, com mais inteligência, adaptação e capacidade de resistência a novos eventos extremos”, afirmou Leite durante o painel.

Entre as medidas apresentadas pelo governador estão novos modelos de engenharia voltados à prevenção de danos causados pelas chuvas. Os projetos rodoviários do Estado já incluem drenagens ampliadas, reforço estrutural em áreas vulneráveis, contenção de encostas e pontes construídas em cotas mais elevadas para suportar enchentes futuras.

A estratégia também aposta em planejamento integrado e investimentos de longo prazo. Segundo Leite, os novos blocos de concessões rodoviárias terão investimentos estimados entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões cada, além de aportes públicos destinados especificamente às obras de resiliência climática.

Outro ponto defendido pelo governador foi a necessidade de fortalecer sistemas de monitoramento hidrometeorológico, ampliar a capacidade da Defesa Civil e investir em mecanismos de proteção contra cheias. Para ele, a infraestrutura resiliente deixou de ser apenas uma pauta ambiental e passou a ser uma condição essencial para proteger a economia, os empregos e garantir segurança à população.

A experiência gaúcha também chamou atenção pelo modelo de governança adotado. Eduardo Leite destacou a importância da segurança jurídica, da estabilidade regulatória e do diálogo entre governo, órgãos de controle e sociedade civil para garantir a execução dos projetos.

Além das obras viárias, o governador apresentou projetos estruturados com foco em adaptação climática, como o novo Hospital de Viamão, planejado fora de áreas sujeitas a enchentes e com estrutura preparada para situações de emergência.

As iniciativas apresentadas no encontro internacional reforçam uma discussão cada vez mais presente em cidades brasileiras afetadas por eventos climáticos: a necessidade de transformar crises em oportunidade de modernização urbana. Para municípios como Ubá, que enfrentam problemas recorrentes relacionados às chuvas e à infraestrutura urbana, a experiência do Rio Grande do Sul surge como exemplo de que reconstruir não significa apenas reparar danos, mas preparar as cidades para o futuro.

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