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Para criar parque linear, prefeitura de Curitiba corta 105 árvores e gera protestos

Reprodução RPC
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O corte de árvores na Avenida Arthur Bernardes, em Curitiba, desencadeou uma nova crise política e ambiental na capital paranaense. A intervenção, ligada às obras do projeto Novo Inter 2, gerou protestos de moradores, críticas de ambientalistas e ataques da oposição à gestão do prefeito Eduardo Pimentel, que reagiu acusando adversários de disseminarem “desinformação”.

Ativista que protestava contra o corte das árvores foi retirada à força pela polícia. Reprodução RPC

As imagens da retirada de árvores circularam nas redes sociais durante o fim de semana e provocaram forte repercussão. Grupos ambientalistas afirmam que árvores antigas e de grande porte estão sendo eliminadas em uma das áreas verdes mais tradicionais da cidade. Já a prefeitura sustenta que a obra é necessária para modernizar o transporte público e melhorar a drenagem urbana da região.

Segundo a administração municipal, o projeto prevê a criação de um parque linear, implantação de corredores para ônibus elétricos e estruturas de drenagem para reduzir alagamentos. Corte de árvores em Curitiba provoca embate entre prefeitura, ambientalistas e oposição

O corte de árvores na Avenida Arthur Bernardes, em Curitiba, desencadeou uma nova crise política e ambiental na capital paranaense. A intervenção, ligada às obras do projeto Novo Inter 2, gerou protestos de moradores, críticas de ambientalistas e ataques da oposição à gestão do prefeito Eduardo Pimentel, que reagiu acusando adversários de disseminarem “desinformação”.

As imagens da retirada de árvores circularam nas redes sociais durante o fim de semana e provocaram forte repercussão. Grupos ambientalistas afirmam que árvores antigas e de grande porte estão sendo eliminadas em uma das áreas verdes mais tradicionais da cidade. Já a prefeitura sustenta que a obra é necessária para modernizar o transporte público e melhorar a drenagem urbana da região.

Segundo a administração municipal, o projeto prevê a criação de um parque linear, implantação de corredores para ônibus elétricos e estruturas de drenagem para reduzir alagamentos. Ao responder às críticas na segunda-feira (18), Pimentel afirmou que a iniciativa representa um avanço ambiental por reduzir emissões de carbono no sistema de transporte coletivo.

O prefeito também destacou ações de compensação ambiental e disse que milhares de árvores já foram plantadas na cidade como contrapartida às remoções. De acordo com ele, somente no parque linear da Arthur Bernardes já teriam sido plantadas mais de 8,5 mil árvores, dentro de uma meta municipal de 500 mil mudas.

Imagem divulgada pela Prefeitura de Curitiba sobre projeto de parque linear na avenida

A fala, porém, não reduziu a indignação de parte da população. Em pronunciamento na Câmara Municipal, a vereadora Laís Leão apareceu vestida de preto em sinal de luto e classificou a derrubada das árvores como um “desastre ambiental”. Segundo ela, mais de 100 árvores adultas teriam sido cortadas em apenas dois dias.

O episódio reacendeu um debate antigo em Curitiba sobre o conflito entre grandes obras urbanas e preservação ambiental. Em redes sociais e fóruns online, moradores acusam a prefeitura de reduzir áreas verdes em nome de projetos viários e questionam a transparência das consultas públicas realizadas ao longo do processo. Discussões semelhantes já haviam ocorrido em 2024, quando a Justiça autorizou a retomada das obras após disputas judiciais e manifestações populares.

Entre os críticos do projeto, há o temor de aumento das ilhas de calor e perda da identidade paisagística da avenida. Já os defensores da intervenção argumentam que a modernização do transporte coletivo e a substituição da frota por ônibus elétricos podem trazer ganhos ambientais no longo prazo.

A polêmica ocorre em um momento em que cidades brasileiras enfrentam pressão crescente para conciliar obras de infraestrutura, mobilidade urbana e adaptação climática. Em Curitiba, conhecida historicamente pelo discurso de “capital ecológica”, o embate em torno da Arthur Bernardes expõe como decisões sobre reconstrução e desenvolvimento urbano têm se tornado cada vez mais contestadas pela sociedade. Ao responder às críticas nesta segunda-feira (18), Pimentel afirmou que a iniciativa representa um avanço ambiental por reduzir emissões de carbono no sistema de transporte coletivo.

O prefeito também destacou ações de compensação ambiental e disse que milhares de árvores já foram plantadas na cidade como contrapartida às remoções. De acordo com ele, somente no parque linear da Arthur Bernardes já teriam sido plantadas mais de 8,5 mil árvores, dentro de uma meta municipal de 500 mil mudas.

A fala, porém, não reduziu a indignação de parte da população. Em pronunciamento na Câmara Municipal, a vereadora Laís Leão apareceu vestida de preto em sinal de luto e classificou a derrubada das árvores como um “desastre ambiental”. Segundo ela, mais de 100 árvores adultas teriam sido cortadas em apenas dois dias.

O episódio reacendeu um debate antigo em Curitiba sobre o conflito entre grandes obras urbanas e preservação ambiental. Em redes sociais e fóruns online, moradores acusam a prefeitura de reduzir áreas verdes em nome de projetos viários e questionam a transparência das consultas públicas realizadas ao longo do processo. Discussões semelhantes já haviam ocorrido em 2024, quando a Justiça autorizou aretomada das obras após disputas judiciais e manifestações populares.

Entre os críticos do projeto, há o temor de aumento das ilhas de calor e perda da identidade paisagística da avenida. Já os defensores da intervenção argumentam que a modernização do transporte coletivo e a substituição da frota por ônibus elétricos podem trazer ganhos ambientais no longo prazo.

A polêmica ocorre em um momento em que cidades brasileiras enfrentam pressão crescente para conciliar obras de infraestrutura, mobilidade urbana e adaptação climática. Em Curitiba, conhecida historicamente pelo discurso de “capital ecológica”, o embate em torno da Arthur Bernardes expõe como decisões sobre reconstrução e desenvolvimento urbano têm se tornado cada vez mais contestadas pela sociedade.

O projeto também inclui 12 mil metros quadrados de jardins de infiltração. A área equivale  a dois campos de futebol e servirá para aumentar a permeabilidade do solo, reduzir impactos das chuvas e fortalecer a drenagem de forma sustentável.

Iniciadas em abril, as obras viárias ao longo da Avenida Arthur Bernardes, tem previsão de conclusão em 15 meses. 

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