A Natura divulgou seu Relatório Integrado 2025 apresentando avanços significativos em sua agenda de sustentabilidade e o alcance antecipado de metas ambientais, sociais e de governança (ESG). O documento reúne cerca de 1.200 pontos de dados e 200 indicadores sociais, ambientais e de governança, consolidando o desempenho da companhia em um período marcado pela simplificação de sua estrutura corporativa e pela conclusão da integração com a Avon na América Latina.
Além dos resultados financeiros, a empresa destacou conquistas relacionadas ao seu compromisso de se tornar um negócio 100% regenerativo até 2050. Entre os principais marcos está a antecipação de metas do Compromisso 2030, que orienta a estratégia de impacto socioambiental da companhia.
Na frente de bioeconomia, a Natura alcançou 52 bioingredientes amazônicos em seu portfólio, superando a meta de 49 ativos prevista para 2027. O avanço reforça a aposta da empresa em cadeias produtivas baseadas na biodiversidade brasileira e no desenvolvimento de comunidades fornecedoras da Amazônia.
Outro destaque foi a circularidade das embalagens. A marca atingiu 30,1% de plástico reciclado em suas embalagens, ultrapassando a meta de 25% estabelecida para 2026. Já nas cadeias críticas de fornecimento, a companhia informou ter alcançado 100% de certificação ou rastreabilidade para direitos humanos nas compras diretas de mica, papel e óleo de palma.
A atuação na Amazônia também avançou além das metas estipuladas. A Natura ampliou suas parcerias para 46 comunidades agroextrativistas, superando a meta de 45 comunidades prevista para 2030. Os investimentos diretos nesses territórios chegaram a R$ 62,39 milhões em 2025, crescimento de 29% em relação ao ano anterior.
Impacto socioambiental e descarbonização
O relatório mostra que a companhia gerou R$ 86,8 bilhões em impacto socioambiental positivo ao longo de 2025. Segundo a metodologia adotada pela empresa, isso representa aproximadamente R$ 4 em valor social para cada R$ 1 de receita gerada.
Na agenda climática, a Natura registrou redução de 17% nas emissões absolutas de carbono dos escopos 1, 2 e 3 em comparação com o ano anterior. A empresa também informou que 94,7% dos ingredientes utilizados em seus produtos já são renováveis e que 97,6% das fórmulas de produtos enxaguáveis são biodegradáveis.
Os avanços se somam a compromissos já consolidados pela companhia desde 2023, como a manutenção de 50% de mulheres em cargos de liderança sênior, equidade salarial entre gêneros e raças e remuneração igual ou superior ao conceito internacional de salário digno para todos os colaboradores.
Resultados financeiros acompanham agenda sustentável
Os indicadores ESG vieram acompanhados de resultados financeiros robustos. Em 2025, a Natura registrou receita líquida de R$ 22,2 bilhões, EBITDA recorrente de R$ 3,1 bilhões e margem de 14,1%. O lucro líquido alcançou R$ 974 milhões, desconsiderando efeitos não recorrentes relacionados a desinvestimentos, enquanto a alavancagem permaneceu em 1,31 vez.
A companhia também manteve, pelo nono ano consecutivo, a liderança do mercado de beleza e cuidados pessoais na América Latina.
Transparência e padrões globais
O relatório foi elaborado seguindo as diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI) e da IFRS Foundation, além de passar por asseguração externa. A empresa adota simultaneamente frameworks internacionais como GRI, SASB, TCFD, TNFD e CDP, buscando ampliar a comparabilidade e a transparência das informações divulgadas ao mercado.
Segundo Ana Costa, vice-presidente de Sustentabilidade, Jurídico e Reputação Corporativa da Natura, a adoção desses padrões faz parte da trajetória histórica da companhia na prestação de contas sobre seus impactos socioambientais.
A empresa também informou que se prepara para publicar, ainda em 2026, seu primeiro relatório alinhado aos padrões IFRS S1 e IFRS S2, emitidos pelo International Sustainability Standards Board (ISSB), tornando-se uma das pioneiras no país na adoção voluntária dessas normas.
A divulgação do Relatório Integrado 2025 reforça a estratégia da Natura de associar crescimento financeiro, inovação e impacto socioambiental positivo, tendo a regeneração como eixo central de sua atuação para as próximas décadas.



