Os meteorologistas não têm dúvidas: o clima no Brasil e no mundo será influenciado por um El Niño de forte intensidade no segundo semestre de 2026. Mas o que isso significa?
No Brasil, o El Niño costuma trazer mais chuva para a região Sul e maior risco de seca na Amazônia e no Nordeste. Outro efeito é que o risco de ondas de calor aumenta, especialmente na Primavera.
Segundo análise divulgada pela Climatempo no dia 22 de maio de 2026, o fenômeno aumenta também o risco de termos um maior número de dias muito quentes na primavera e no verão, na maior parte do Brasil.
Portanto, os impactos da redução da chuva no Norte e no Nordeste devem ser percebidos no próximo verão, pois a primavera é uma estação naturalmente de pouca chuva nestas regiões.
Oceanos estão mais quentes
“É muito provável que o El Niño 2026 seja forte, mas ainda não se pode afirmar que será um super El Niño.
Outro fator que preocupa, em escala global, é que os outros oceanos do nosso planeta também estão mais quentes do que o normal. Este excesso de energia oceânica, além do aquecimento associado ao El Niño, potencializa eventos meteorológicos extremos em muitas regiões do planeta no decorrer do ano de 2026″, informa o Climatempo, no comunicado.
Afinal, o que é o fenômeno El Niño?
El Niño e La Niña são fenômenos oceânicos-atmosféricos (interação entre o oceano e a atmosfera), de escala planetária, que interferem no clima de muitos países, tanto do Hemisfério Sul como do Hemisfério Norte.
O El Niño é um aquecimento acima do normal da água do oceano Pacífico Equatorial, entre a costa do Peru até mais ou menos a região central deste oceano.
Mas o que acontece quando esse pedaço do oceano esquenta muito?
Esse calor não fica só no mar. Vai para atmosfera também.
E então, à medida que o calor vai sendo transportado para atmosfera, por meses e meses seguidos, os ventos e a pressão atmosférica ficam com um padrão diferente do normal, em várias partes do planeta.
E isso muda a forma e a quantidade de chuva e a temperatura do ar.



