No último domingo, 28 de junho, o muro de sustentação da Pracinha da Unimed, na avenida Beira Rio, desabou. Um internauta que passa com frequência pelo local divulgou um video relatando o incidente: “Eu venho a semana inteira olhando aqui, o pessoal da construtora tirou sustentação do muro da pracinha. Venho falando a semana inteira: ‘isso vai cair, vai cair tudo’. Já tinha começado rachar aqui e foi. Vai ser dinheiro público jogado fora, não entendi porque tiraram sustentação, eu acredito que não tinha necessidade, mas não sou nenhum especialista”, disse o homem.
Nesta terça-feira, 30, a prefeitura informou que inspeção realizada no local, na segunda-feira, 29, deu início a investigação sobre o que teria, de fato, levado ao desabamento.
“A inspeção contou com a participação de engenheiros da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil e da Secretaria Municipal de Obras, que estiveram no local para avaliar as condições da área, identificar as possíveis causas do ocorrido e reunir informações técnicas que subsidiarão a apuração dos fatos”, disse o Executivo municipal, em nota, prometendo “responsabilidade, transparência e rigor técnico, priorizando a segurança da população e a preservação da infraestrutura pública”.
De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, os engenheiros analisaram também as condições estruturais do trecho afetado e fizeram registros fotográficos, além de avaliaram a obra e as condições do entorno.
“O local permanece sinalizado e monitorado pelas equipes competentes, enquanto os estudos técnicos seguem em andamento. Após a conclusão das análises, serão definidas as medidas necessárias para a recuperação da área e, caso sejam constatadas responsabilidades, serão adotadas as providências administrativas e legais cabíveis”, afirma o órgão, em nota.
Tolerância zero
O prefeito de Ubá, José Damato, repostou o vídeo ainda no domingo e prometeu investigar se a queda do muro foi provocada pela obra de reconstrução de trecho da Beira-Rio destruído pela enchente de fevereiro, exatamente em frente à pracinha da Unimed. “Se for constatado que a empresa que está fazendo o muro de gabião em frente foi responsável pela queda desse muro é para notificar, multar e exigir que essa empresa refaça esse muro sem gasto nenhum de dinheiro público. É tolerância zero com a empresa que não quer pressão ao conceito da nossa cidade
Esse é o segundo incidente supostamente relacionado às obras de reconstrução em uma semana. Na última quarta-feira, 24 de junho, parte da avenida onde ocorre outra intervenção de reconstrução também desabou, formando uma enorme cratera.



