Receba nossas notícias

Edna Silva reabre restaurante após receber R$ 200 mil em doações: “Hoje tenho minha vida de volta!”

Edna Imagem

Naquela noite de terror, Edna Almeida Silva, 56 anos, foi arrastada pelas águas após a parede de sua casa ceder, no centro de Ubá, e ficou mais de 3 horas agarrada a um poste. Ela viu seu namorado, Luciano Franklin Fernandes, de 50 anos, desaparecer na enxurrada. Perdeu ainda o cachorro, a casa e o restaurante.

Com as imagens dramáticas circulando Brasil afora, a empresária se tornou o símbolo de luta pela vida em meio à maior tragédia climática da história de Ubá. Na noite desta segunda-feira, 8 de junho, Edna alegrou as redes sociais ao anunciar, em sua conta no Instagram, a reinauguração de seu restaurante, o Bom Paladar.

“Enquanto eu fiquei mais de 3 horas agarrada nesse poste, eu não imaginava, mas a água levou tudo que eu tinha. Aonde eu morava, só sobrou um terreno vazio, mas Deus já colocou um teto sobre a minha cabeça. Se passaram mais de 100 dias e com a ajuda de Deus e de muitas pessoas hoje eu posso dizer que eu tenho a minha vida de volta”, disse ela. 

Edna acrescentou: “Mas todo mundo sabe que o que dava sentido à minha vida era o restaurante, e hoje eu tenho a alegria de convidar vocês pra ver o nosso novo recomeço”. A volta por cima foi possível, segundo ela, graças às doações que recebeu. “Foram mais de R$ 200 mil que fizeram com que eu recomeçasse minha vida. O que vocês fizeram por mim não têm preço. Muito obrigada”, postou. 

No dia 21 de maio, uma quinta-feira, a TV Globo veiculou um depoimento da empresária no encerramento da novela “Quem Ama Cuida” (21h). Edna lembrou dos dias considerados mais difíceis e também da perda do namorado.

Veja mais alguns trechos do que ela disse:

“Ame, abrace, cuide. Vai que aquele abraço que você deu na manhã é o seu último”, disse ela.

“Se eu não tivesse fé em Deus, eu não teria sobrevivido. Porque do jeito que a gente foi lançado em uma enxurrada de mais de três metros, em uma rua, como eu fui parar ali em um poste? Eu deitei numa segunda-feira e, quando amanheceu terça-feira, eu só tinha a vida e uma roupa que uma vizinha me deu para vestir”.

“Foram mais de três horas debaixo de chuva, na correnteza, e eu ali, agarrada naquele poste, lutando contra a morte, pedindo a Deus. Eu não queria morrer afogada. Eu queria conhecer meu neto, eu queria ver meus filhos bem”.

PUBLICIDADE

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

PUBLICIDADE